Bibliografias da Grafoscopia
- Patrícia Kayo
- 29 de nov. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 5 de dez. de 2025
Vamos falar sobre as referências bibliográficas básicas que todo profissional da área de Grafoscopia deve ter, ler e estudar. Essa lista varia entre livros, artigos e protocolos de órgãos devidamente reconhecidos que poderão auxiliar o profissional em seus estudos, análises e elaboração de laudos.
Acredito que o livro mais conhecido da área, no Brasil, é o Tratado de Documentoscopia da Falsidade Documental dos autores José Del Picchia Filho, Celso Mauro Ribeiro Del Picchia e Ana Maura Gonçalves Del Picchia.
Esse livro é como se fosse o material didático obrigatório pra fazer o curso de Grafoscopia. É um livro grande, denso, mas necessário para sedimentar o conhecimento e entender a base de como se desenvolve e aplica a Grafoscopia no Brasil.
e objetivo. Ou seja, perfeito para nos auxiliar durante a análise de uma assinatura e elaboração do laudo pericial. Sempre tenho em mãos para consultar rapidamente, caso surja uma dúvida durante o trabalho.

Um livro prático, rápido e objetivo é o livro Manual prático da análise Grafotécnica, dos autores Jacqueline Mila Tirotti e Reginaldo Tirotti. É um livro pequeno, de leitura simples e excelente também para rápidas consultas durante a análise de materiais caligráficos.
artigo, quando necessário. É pequeno, leve e cabe na bolsa sem ocupar muito espaço.
A Livraria do Senado possui uma versão mega baratinha possível de comprar pelo site (R$9,00), com frete grátis para todo o Brasil (e a versão PDF é gratuita). Se for do interesse, há também o Vade Mecum que eles lançaram, em uma versão muito mais em conta do que os disponíveis em outras livrarias e de outras editoras.
Vale lembrar também que todas as leis estão disponíveis gratuitamente na internet no site do Planalto. O bom da consulta pelo site é que a lei está sempre atualizada, enquanto as edições físicas dos livros podem acabar se desatualizando, uma vez que novas emendas são feitas o tempo todo.

Um material interessante e que poucas pessoas conhecem é o Manual de Boas Práticas nos Exames Grafoscópicos, da Sociedade Brasileira de Ciências Forenses. Esse material está disponível gratuitamente pelo site da SBCF. É pequeno e objetivo. Tem alguns anexos modelos interessantes também. Vale a leitura.
Falando um pouco sobre bibliografias internacionais, há três órgãos interessantes para se acompanhar, uma vez que a ciência forense é uma área de importante investimento e desenvolvimento em alguns outros países:
ANZPAA (Australia New Zealand Policing Advisory Agency): é o órgão responsável pelos protocolos aplicados nas mais diversas áreas forenses nos maiores países da Oceania. Eles possuem um guideline disponível para download em seu site (Good Practice Guideline for the Forensic Examination of Handwriting and Signatures);
ENFSI (European Network of Forensic Science Institutes): é o órgão responsável pelos protocolos forenses aplicados na Europa. Em seu site, há diversos manuais de como realizar as análises de diferentes áreas (imagem digital, DNA, explosivos, impressão digital, entre outras). Para a área da Grafoscopia, eles disponibilizam o BPF for the Forensic Handwriting Examination, disponível em inglês, italiano e espanhol;
AFDE (Association of Forensic Document Examiners): é uma organização formada em 1986, nos Estados Unidos, para os profissionais da área de Documentoscopia (lembrando que a Grafoscopia é uma espécie dentro do gênero de Documentoscopia). Essa associação possui um Periódico com diversas publicações, dentre as quais a mais importante é o Volume 26, de 2016, que publicou uma edição especial do artigo sobre a Abordagem Modular de Found e Bird.
E, pra finalizar, dois artigos científicos importantíssimos para a área da Grafoscopia - caso seja de seu interesse estar atualizado com diretrizes internacionais: Accuracy and reliability of forensic handwriting comparisons (Hicklin R. A. et al) e o The Modular Forensic Handwriting Method, que descreve a famosa abordagem modular mencionada acima, publicado por Bryan Found e Carolyne Bird.
Acredito que nosso principal instrumento de trabalho é o cérebro. Quanto mais informações e conhecimentos tivermos sobre o assunto, mais preparados estaremos para os desafios do dia a dia que englobam nosso ofício e no combate aos falsários.
Agora, se por qualquer razão que seja, você chegou até aqui, me conte: já leu algum desses títulos? Gosta ou desgosta de algum? Há outro para recomendar?
Obrigada pelo seu tempo e até mais!







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